“Até mesmo nunca fui do tipo “que todos gostam”, cheguei a ligar muito para o que pensavam ou deixavam de pensar sobre o que eu era, vestia ou falava. Talvez eu ainda ligue, só que com uma proporção de “nem aí”, mudei, não sei ao certo se fiquei mais forte ou fraco. Só sei que os planos não são mais os mesmos, os amigos que achei que seriam duradouros, vieram com passagem de vinda e volta, a escola não passa de uma obrigação e os sonhos ficam cada vez mais difíceis até mesmo de serem sonhados. Os amores nunca dão certo, e minha sede de carinho aumenta a cada dia que passa, minha vontade de estar ao lado de alguém que corresponda exatamente o que eu desejo, se multiplica com uma rapidez pespícaz. É estranho o que vou dizer, mas me sinto um estranho em qualquer lugar que eu vá, até mesmo em minha própria casa…”